Um passo decisivo foi dado para a modernização do sistema prisional em Araranguá com a assinatura da ordem de serviço para a construção de um novo presídio. A obra, considerada estratégica para a região Sul de Santa Catarina, prevê a criação de 686 novas vagas e um investimento que ultrapassa os R$ 54 milhões. A expectativa é que a nova unidade seja entregue em um prazo de até 31 meses, com a empresa responsável tendo cinco dias úteis após a assinatura para iniciar os trabalhos no local.

A secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, destacou a importância do avanço, ressaltando que a atual unidade, erguida em 1990, já não atende mais às necessidades de segurança e à realidade do sistema prisional. Com capacidade para 244 detentos, o presídio antigo abriga atualmente cerca de 470 pessoas, evidenciando a superlotação e a defasagem estrutural que motivaram a decisão de construir uma nova instalação.

O novo presídio será erguido na mesma área da unidade atual. Após a conclusão das obras e a transferência dos detentos, a antiga estrutura será completamente demolida, dando lugar a um complexo prisional alinhado com os padrões mais recentes da Polícia Penal de Santa Catarina. O projeto prioriza não apenas a segurança, mas também a ressocialização, incorporando áreas dedicadas ao trabalho e à educação, além de um modelo de segurança que visa reduzir o contato direto entre servidores e presos.

O investimento no sistema prisional é visto como fundamental para a segurança pública, conforme enfatizado pela secretária. "Se o Estado prende, essas pessoas precisam ir para um local adequado, seguro e que promova a reintegração social", afirmou. A ressocialização, segundo ela, é impulsionada pela oferta de capacitação e oportunidades de trabalho, com índices atuais de 53% dos presos em atividades educacionais e 34% em atividades laborais, demonstrando o potencial dessas iniciativas na redução da criminalidade.