Julio Garcia, figura proeminente na política catarinense e atual presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), concedeu uma entrevista à Rádio Araranguá FM 95.5, onde detalhou suas aspirações para um mandato como deputado federal. Com sete mandatos consecutivos como deputado estadual e quatro passagens pela presidência da Alesc, Garcia expressou que encerrou seu ciclo na esfera legislativa estadual e busca agora levar sua experiência para o Congresso Nacional.

Durante a conversa com o apresentador Saulo Machado, que durou cerca de 20 minutos, o candidato do PSD delineou suas prioridades e visões para um eventual mandato em Brasília. Os temas abordados foram amplos e incluíram questões cruciais como a segurança pública, o enfrentamento à violência contra a mulher, o combate ao crime organizado, a necessidade de investimentos específicos para o Sul de Santa Catarina, a atenção às pessoas com autismo e a saúde pública em geral, além de uma análise sobre a polarização política que afeta o país.

Ao justificar sua decisão de concorrer à Câmara dos Deputados, Julio Garcia enfatizou que a experiência acumulada ao longo de tantos anos na Alesc, incluindo a liderança da Casa em diversas ocasiões, pode ser valiosa para o cenário nacional. Ele afirmou que, caso eleito, pretende dedicar seu mandato a contribuir significativamente para o desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil, especialmente em um momento considerado desafiador para o país. Garcia ressaltou a importância de cada parlamentar fazer sua parte, por menor que seja, para a construção de uma sociedade mais justa e melhor.

No âmbito da segurança, o candidato defendeu o aumento das penas para crimes contra a mulher, considerando feminicídio e violência doméstica inadmissíveis. Ele também mencionou a importância de incentivar as vítimas a denunciarem e destacou o papel de familiares e vizinhos na prevenção. Garcia expressou preocupação com a expansão das facções criminosas no Brasil e defendeu a atuação do governo federal com maior efetivo policial, ações de inteligência e uso de tecnologia para conter esse avanço, posicionando-se contra interferências externas na soberania brasileira em relação a esse tema.