O ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues, realizou uma visita ao Extremo Sul catarinense, onde concedeu uma entrevista abordando sua pré-candidatura e tecendo críticas contundentes à atual administração estadual. Rodrigues defendeu a construção de uma ampla aliança política para as eleições de 2026, argumentando que Santa Catarina vive um "momento de alerta político" que exige mudanças na condução administrativa. Segundo ele, a preocupação com a qualidade da política e a priorização do "grito" em detrimento do trabalho levaram lideranças tradicionais a reingressar no cenário estadual.

Rodrigues destacou que sua proposta de união vem atraindo nomes de peso da política catarinense, como os ex-governadores Carlos Moisés, Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira, além do senador Esperidião Amin. Ele enfatizou a necessidade de a política catarinense retornar à priorização de resultados e ao diálogo, criticando o que classificou como "excesso de ataques" e polarização nas redes sociais. O pré-candidato defendeu uma abordagem focada em apresentar trabalho em vez de "virar uma metralhadora contra alguém para lacrar", lamentando a conduta de alguns políticos que utilizam a arena pública apenas para ataques pessoais.

Um dos focos principais das críticas de Rodrigues foi a execução de obras estruturantes pelo governo atual. Ele questionou a capacidade do estado em iniciar e concluir grandes projetos, comparando a performance com a de sua própria gestão municipal em Chapecó, onde, segundo ele, a prefeitura executou mais obras contratadas do que o Governo do Estado inteiro. O pré-candidato também lamentou a paralisação de obras herdadas de gestões anteriores, afirmando que tal atitude gera prejuízos à população, encarecendo os projetos e atrasando benefícios cruciais.

A saúde pública foi outro tema central em suas declarações, com menção específica ao Hospital Regional de Araranguá. Rodrigues afirmou que a saúde catarinense não atravessa um bom momento e que os hospitais regionais enfrentam dificuldades, com o caso de Araranguá sendo um exemplo de problemas decorrentes da condução estadual, incluindo o processo do edital de gestão do hospital. Ele também criticou a relação institucional do governo estadual com o Governo Federal e com prefeitos, defendendo que, embora possa haver adversidade política, não se deve romper relações administrativas. Rodrigues encerrou afirmando que a simples união e convergência de diferentes correntes políticas em torno de um projeto para o futuro de Santa Catarina já representa uma grande vitória para o estado.