Três servidoras da Secretaria de Estado da Educação (SED) em Santa Catarina, com lotação na Coordenadoria Regional de Educação de Araranguá, tornaram-se alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A investigação foi instaurada após a descoberta de indícios de que as profissionais teriam utilizado diplomas falsos de Doutorado em Educação para obter progressão funcional em seus cargos.
As progressões funcionais, que resultaram em um acréscimo salarial estimado em R$ 3,5 mil mensais para cada servidora, foram publicadas no Diário Oficial do Estado em 2 de junho deste ano. A apuração inicial da SED identificou inconsistências na documentação apresentada, incluindo duas dissertações com o mesmo título, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade dos diplomas.
Uma verificação junto à instituição de ensino indicada nos diplomas levou a um esclarecimento crucial: a Universidade Paulista (UNIP) emitiu um comunicado oficial negando qualquer vínculo com os documentos em questão. A universidade informou que não oferece cursos de Mestrado ou Doutorado na área de Educação e repudiou a emissão de certificados acadêmicos, negando também parcerias com intermediários para tal fim.
Diante das evidências de irregularidade, a SED deu prosseguimento ao PAD para apurar a conduta das servidoras. Uma das investigadas chegou a protocolar um pedido para cancelar a ascensão funcional obtida com o título de doutorado, mas o requerimento não foi aceito, pois o processo administrativo já estava em curso. Se as irregularidades forem confirmadas, as servidoras poderão responder nas esferas administrativa, civil e criminal, com possíveis sanções que incluem a perda da vantagem funcional e a devolução de valores recebidos indevidamente.

