Santa Catarina consolida a Economia do Mar como um pilar fundamental para a geração de empregos formais, representando atualmente 8,5% de toda a força de trabalho formal no estado. Cerca de 250 mil profissionais estão diretamente ligados a atividades produtivas marítimas, demonstrando a relevância estratégica deste setor para a economia catarinense.
Analisando o período de março de 2025 a fevereiro de 2026, os setores vinculados ao uso produtivo do mar foram responsáveis pela criação de quase 6 mil novas vagas com carteira assinada. Este número equivale a expressivos 13% do saldo total de empregos formais registrados no estado durante o mesmo período, evidenciando um dinamismo que supera a média nacional.
Os dados foram compilados pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC), com base em informações do Novo Caged. O levantamento destaca que Santa Catarina lidera o ranking nacional em empregos formais na pesca (45%) e na preservação e fabricação de produtos do pescado (27%). Além disso, o estado figura em segundo lugar na fabricação de motores, bombas e equipamentos de transmissão, construção de embarcações e fabricação de artefatos para pesca e esporte.
O governador Jorginho Mello ressaltou a importância histórica e cultural do mar para o estado, anunciando a criação da Secretaria de Aquicultura e Pesca e o programa Pescados SC, voltado a aumentar a produtividade e facilitar o acesso a equipamentos e crédito. O secretário estadual do Planejamento, Arão Josino, enfatizou a diversidade e maturidade do tecido produtivo catarinense, com avanços em segmentos de maior valor agregado como logística e engenharia.
O crescimento dos empregos na Economia do Mar em Santa Catarina foi de 25% em uma década, superando o ritmo nacional. A massa salarial mensal movimentada por esses setores ultrapassa R$ 1,158 bilhão. As regiões da Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí e Nordeste de Santa Catarina concentram a maior parte dos empregos, mas o setor também demonstra capilaridade com forte crescimento em outras associações municipais, indicando interiorização e diversificação econômica.

