O cenário político catarinense ganha novos contornos com a confirmação da pré-candidatura do ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, à Assembleia Legislativa de Santa Catarina pelo Partido Social Democrático (PSD). Com uma trajetória marcada por quatro mandatos à frente da prefeitura de Criciúma e atuação como deputado estadual, Salvaro mantém-se como uma figura influente no Sul catarinense, detendo considerável capital político na região.

Salvaro confirmou sua permanência no PSD, apesar de ter recebido um convite direto do senador Esperidião Amin para se filiar ao Partido Progressistas (PP), legenda presidida por Amin no estado. Embora tenha optado por não mudar de sigla, o ex-prefeito garantiu seu apoio à reeleição do senador. Em entrevista recente, Clésio Salvaro também abordou um tema sensível na política estadual: a articulação para que o vereador carioca Carlos Bolsonaro transfira seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, visando uma possível candidatura ao Senado. Em uma declaração contundente, Salvaro afirmou: "Santa Catarina deveria estar exportando políticos para o Rio de Janeiro, e não o contrário", reverberando o desconforto de parte da classe política local com tal movimentação.

Simultaneamente, o presidente estadual do União Brasil e deputado federal Fábio Schiochet delineou os caminhos de seu partido para as próximas eleições. Schiochet reforçou que a tendência majoritária do União Brasil é apoiar o projeto do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), em vez de se aliar ao governador Jorginho Mello (PL). Segundo o deputado, a janela partidária foi crucial para consolidar essa posição, com lideranças que defendiam o alinhamento com o governo optando por deixar o partido, como os deputados estaduais Marcos da Rosa e Jair Miotto, que migraram para o PL. Em contrapartida, o União Brasil buscou recompor seus quadros, incorporando o deputado Vicente Caropreso e assegurando a permanência de Sérgio Guimarães.

Schiochet foi além em sua análise das articulações, reafirmando que a Federação União Progressista — que une o União Brasil e o PP — deve caminhar junto a João Rodrigues. Essa decisão persiste mesmo diante da resistência de algumas lideranças do PP, incluindo os deputados estaduais José Milton Scheffer e Pepê Collaço, além de prefeitos da sigla que demonstram preferência por uma aproximação com a atual administração estadual. Fábio Schiochet concluiu com uma mensagem clara sobre a importância do senador Esperidião Amin no processo, declarando que "onde não houver espaço para Esperidião Amin na chapa, a Federação não estará", sublinhando o peso decisivo do senador nas composições políticas futuras.