A candidata a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Bia Vargas, participou de uma entrevista na Rádio Araranguá, dando continuidade à série de sabatinas com postulantes às eleições de 2026. Durante o encontro, ela detalhou sua trajetória profissional e política, além de apresentar as principais bandeiras que pretende defender caso seja eleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Vargas, que tem 39 anos e é microempreendedora na área de eventos, iniciou sua vida pública em Içara, através de trabalhos voluntários em grupos de jovens e na associação de moradores. Essa experiência a fez compreender o poder da política para ampliar as possibilidades de contribuição social. Sua jornada partidária incluiu uma filiação inicial ao PSB em 2014 e, posteriormente, uma candidatura a vice-prefeita de Içara em 2020, na chapa com Alex Michels. Em 2022, aceitou o desafio de ser candidata a vice-governadora de Santa Catarina, numa chapa considerada progressista que alcançou o segundo turno, um marco histórico para a esquerda no estado.
Atualmente, Bia Vargas reside em Florianópolis, onde atua politicamente como segunda suplente do PT na Câmara de Vereadores e vice-presidente estadual do partido. Durante a entrevista, ela enfatizou a urgência de um debate sério sobre a violência contra a mulher em Santa Catarina, um dos estados com altos índices de feminicídios. Vargas propôs o fortalecimento de estruturas especializadas de atendimento, delegacias funcionando 24 horas e a implementação de ações de prevenção nas escolas, argumentando que a questão está enraizada em construções sociais.
Outra pauta central defendida pela candidata é a ampliação das políticas públicas voltadas à população negra, que representa quase 2 milhões de pessoas em Santa Catarina. Ela criticou a falta de recursos estaduais específicos para a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo, defendendo as cotas raciais como uma forma de reparação histórica e social. Vargas também compartilhou sua experiência pessoal como vítima de violência doméstica, ressaltando a complexidade do tema e a necessidade de políticas públicas eficazes que amparem as vítimas desde a denúncia até o acompanhamento pós-caso.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/V/TlO7yzR12E9L4oYBRwjQ/lacracao-urnas-eletronicas-mcamgo-abr-210920221818-4.jpg)
